Certamente, 2022 foi um ano desafiador para as empresas. Algumas tiveram que se reinventar, outras identificaram oportunidades e outras, ainda, lutaram pela sobrevivência.
Independente de qual situação sua empresa passou, ficou evidente que as empresas precisam estar sempre bem preparadas para algo inesperado.
E enfrentar o inesperado não significa falta de planejamento. Por mais que se tenha um plano mais perfeito, nada impede que seja interrompido por problemas inesperados que surgem na dinâmica do dia a dia operacional. Isso é comum em muitos negócios, especialmente quando os desafios não são previstos ou são subestimados.
A cultura de “apagar incêndio”
Quem nunca ouviu essa expressão dentro do mundo corporativo que atire a primeira pedra. Para muitas empresas, “apagar incêndio” faz parte da rotina a resolução de problemas depois que eles já estão instalados e gerando danos.
Isso demonstra que o inesperado nesses casos se resume em falta de planejamento. Por isso, é fundamental que as empresas criem uma cultura de planejamento estratégico e diagnóstico empresarial no qual a proatividade esteja presente. Assim, é possível antever os riscos e trabalhar antecipadamente, antes que eles se tornem problemas reais que precisam de soluções imediatas.
Entre os principais problemas que uma empresa enfrenta e que criam uma rotina de apagar incêndio estão:
Queda na produtividade: a baixa produtividade é um problema que afeta muitas empresas, por motivos que podem ser diversos, tais como: falta de motivação da equipe, falta de organização, falha em comunicação, etc.
Insatisfação dos clientes: quando você só escuta reclamação, fica difícil ter motivação para fazer algo. Nesse caso, uma boa liderança pode ser a saída para buscar soluções.
Turnover ou rotatividade de pessoal: altas taxas indicam problemas: podendo ser uma má administração, falta de infraestrutura, remuneração abaixo da média e possível baixa motivação profissional. Seus impactos são diretamente sentidos na produtividade, na satisfação dos colaboradores e no lucro do estabelecimento;
Em relação aos problemas acima, pode até ser que a empresa tenha um planejamento estratégico, mas ao se deparar com esses problemas, muitas empresas não têm a cultura e nem mesmo estrutura para resolvê-los e ficam “patinando” em suas vulnerabilidades.
E esse é um dos principais fatores que fazem o planejamento estratégico ser deixado de lado. Afinal, é preciso retomar a escala de produção para que o negócio não entre em prejuízo.
Como se preparar então?
Para enfrentar esses desafios, algumas ações podem ser feitas para minimizar os imprevistos. Confira:
Crie Cenários Futuros: mapeie as variáveis e elabore cenários com diferentes indicadores; tenha em mente que podem ser elaborados três cenários com diferentes indicadores para cada uma das variáveis: um pessimista, um otimista e um mediano.Mas tenha em mente, cada um dos cenários precisa ter variáveis objetivas e uma justificativa qualitativa que explique as decisões.
Tenha uma reserva financeira: reserva não é fluxo de caixa ou capital de giro e serve para empresa evitar o endividamento com bancos. A reserva financeira oferece maior segurança aos gestores, principalmente para pequenas e médias empresas e isso tem um papel fundamental na tomada de decisão.
Monitore o contexto externo: o mercado passa por mudanças constantes; por isso é importante, revisar suas projeções a cada novas informações.