Quando alguém define uma outra pessoa como “diplomática”, qual é a primeira coisa que lhe vem à mente? Certamente, é alguém amável, tranquilo, que sabe como conversar e consegue manter a sua serenidade diante de algum problema. A diplomacia é amplamente conhecida pela sociedade pelo famoso trabalho de diplomatas governamentais, que são pessoas que estabelecem diálogo entre países para solucionar problemas em vez de utilizar a força, a ameaça ou a hostilidade.
Nesse sentido, a diplomacia já traz a ideia de conseguir apaziguar situações que podem ser conflituosas. Mas você já parou para pensar que a diplomacia pode ser usada no seu trabalho e na sua vida pessoal? Se pararmos para refletir, ser diplomático nada mais é do que conseguir colocar argumentos com cautela para que o outro lado nos entenda, mesmo sendo um lado de oposição. Você pode se utilizar da diplomacia para resolver qualquer problema.
O conceito de diplomacia é a “arte do possível”. Isso significa encontrar um consenso em uma relação ganha-ganha para atender os interesses das partes envolvidas. Mesmo que nem sempre as partes recebam tudo o que ela quer, o consenso permite que ambas recebam parte do que desejam. Assim, se estabelece uma relação de transparência, confiança, sempre baseado no que chamamos de empatia: interlocutores que têm facilidade de se comunicar, se entender e achar o melhor caminho de forma harmoniosa.
Negociações baseadas em diplomacia têm um nível de competitividade muito baixo. Isso acontece porque as partes não têm a intenção mútua de destruição ou eliminação, pelo contrário: quanto mais se enriquece o todo, tanto melhor. Assim, quando negociadores usam a diplomacia, invariavelmente conseguem encontrar soluções interessantes para todas as partes envolvidas e até para sociedade. Soluções estas muito mais benéficas do que encontrariam de forma individual e isolada. Mentes diplomáticas, quando juntas, procuram trabalhar o contexto, os recursos, exigências e objetivos de forma a encontrar o melhor cenário para todas as partes.